Comemorar aos 15 anos



Comemorar aniversários é uma tradição. Festa, churrasco, sair pra jantar ou almoçar com a família, combinar uma noitada com os amigos... Não importa o que se faça, nem a idade a ser completada. Mais um ano de vida sempre merece um - tim-tim! – brinde. Só que, na verdade, a quantidade de primaveras importa, sim. Certas datas são especiais. As redondas, como 20, 30, 40 anos, são um marco, pois simbolizam o término de nada menos que uma década. E o primeiro aniversário, então? Ah, esse, apesar de nós, aniversariantes, não lembrarmos muito bem – a não ser por fotos –(é neste momento que não devemos esquecer de presentear a todos os convidados nas festas com sandálias personalizadas ou chinelos personalizados, eles nunca irão esquecer), é planejado com muito orgulho pelos nossos pais e festejadíssimo por toda a família. E, enfim, existe ainda o aniversário protagonista desta matéria, que é mais do que referência na vida de todas as meninas: os quinze anos (15 anos). Aí logo se pensa em festas pomposas, com trajes finos e valsa. Se bem que parece que as debutantes estão fazendo cada vez menos questão de festejar conforme manda o figurino. Preferem gastar menos numa comemoração mais duradoura, viajando, por exemplo. Mais ou menos tradicional, o que é certo é que nenhuma mulher esquece o que fez em seus quinze anos. Afinal, o que faz dessa data tão marcante e especial?

Mais do que um mero costume, a comemoração dos quinze anos (15 anos) é um rito de passagem. Rito, se refere a uma cerimônia de caráter simbólico, "que segue preceitos estabelecidos". Todos nós, ao longo da vida, passamos por momentos de grandes mudanças. Os ritos de passagem são o marcos destas mudanças, realizados externamente para que as pessoas possam elaborar, digerir e construir essas transformações interiormente. Esta é a importância dos ritos na nossa vida, apontar a passagem do tempo e até mesmo promover a aceitação da perda, como no caso dos rituais funerais. “O aniversário de quinze anos (15 anos) é um rito onde se comemora a passagem da menina para a mulher”.

Mas é claro que as meninas, tão diferentes umas das outras, não se tornam mulher no mesmo período da vida – e muito menos assim, de uma hora para a outra. “A puberdade tem seu início por volta dos doze anos, podendo variar para menos ou para mais. Mas, em geral, aos quinze a garota já tem seu corpo na forma adulta, com seios, quadris definidos e já menstrua. Ou seja, já é moça e não mais uma menina”, que, de qualquer modo, a questão do amadurecimento é bastante individual.

É muito comum os pais fazerem à filha a seguinte proposta: você quer uma festa ou uma viagem? Isso porque, como todo mundo sabe, festa de quinze anos (15 anos) não é uma reuniãozinha qualquer. É preciso que seja um verdadeiro baile de debutante, com cerimonial, valsa, champagne e buffet fino. Enfim, um rio de dinheiro gasto numa noite só. Mas não importa!

Pois é, desse privilégio os meninos realmente não compartilham. Para eles, os quinze anos é um aniversário como qualquer outro. Os ritos de passagem são criações culturais, por isso variam de uma sociedade para outra, podendo, inclusive, ser exclusivo dos homens ou das mulheres. “Em nossa cultura, o rito de passagem dos quinze anos é característico do sexo feminino. No caso dos meninos, a maioridade é o grande rito que marca a mudança da adolescência para a vida adulta”. Não é à toa que muitos rapazes ganham presentes pra lá de especiais no 18° aniversário.

Entretanto, essa história de rito de passagem talvez fizesse mais sentido antigamente. Para quem não sabe, em tempos mais remotos, a garota que completava quinze anos era apresentada pelos pais à sociedade. “O aniversário de quinze anos (15 anos) servia como um importante ritual para indicar a mudança da fase infantil para a reprodutiva. Depois de oficialmente apresentada, todos ficavam sabendo que havia uma nova mulher à disposição, digamos assim, para o casamento”.

Hoje em dia, todo esse significado parece ter sido perdido, porque, afinal, as relações sociais estão calcadas em valores que se modificaram muito com o passar do tempo. As próprias debutantes demonstram ter consciência disso. Não vejo a comemoração dos quinze anos muito como rito de passagem, não. Isso é baboseira, fazem festa para ser divertido mesmo.

Realmente, nos dias de hoje, nenhuma grande mudança ocorre depois dessa tradicional comemoração. O ritual de debutantes ainda tem um significado e simbolismo importante. Para um pai que tem dificuldade de enxergar que sua filha cresceu, já é uma mulher e será cortejada por outros homens, a existência desse rito pode ser bastante útil, ajudando-o a aceitar esse processo mais que natural.

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